sábado, 6 de dezembro de 2008

NA LUZ A PRUMO



Se as mãos pudessem ( as tuas ,
as minhas) rasgar o nevoeiro,
entrar na luz a prumo.
Se a voz viesse. Não uma qualquer:
a tua, e na manhã voasse.
E de júbilo cantasse.
Com as tuas mãos, e as minhas,
pudesse entrar no azul, qualquer
azul: o do mar,
o do céu, o da rasteirinha canção
de água corrente. E com elas subisse.
( A ave, as mãos, a voz.)
E fossem chama. Quase.


Eugénio de Andrade


Imagem de Rarindra Prakarsa

11 comentários:

  1. Belíssimo poema escolhido
    Se.... e se.... fosse... tão melhor seria....

    beijinho*

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  2. é sempre muito bom passar por aqui


    bjs

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  3. Vamos estendendo as mãos tocar as tuas e receber esse azul de amor que vibra no universo
    beijos

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  4. A chama de uma escolha...preciosa.

    Obrigado amiga.

    Beijinho.

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  5. que lindo poema... eugénio de andrade.
    as mãos são chama que nos aquece o peito
    um beijo grande, maripa

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  6. Acho que é isso que falta ao mundo. Cores suaves, sentimentos suaves...palavras azuis.

    boa noite, Maria

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  7. Como me senti bem em voltar ao tom desta doce melodia.

    http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

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  8. Maravilha de poema!!!


    Beijos no coração...

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  9. Obrigado pelos votos deixados no meu blog.

    Cumprimentos.

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"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” disse Antoine de Saint-Exupéry.

Grata pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dar-me um pouco do seu tempo, deixando um pouco de si através da sua mensagem.