segunda-feira, 15 de setembro de 2008
NO HORIZONTE
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
NA SERENA MADRUGADA

Na serena madrugada
fiz-me ao mar no meu batel
fiz-me âncora, fiz-me rede
fiz-me ao norte sem saber
e acabei me perdendo
nos teus braços
sem querer.
Na serena madrugada
plantei risos de borboleta
nas tranças do meu cabelo
fiz-me ao sul entontecida
e acabei entregando
nos teus braços
minha vida.
A serena madrugada
fez-se noite no meu mar
nos teus braços me perdi
me encontrei no teu olhar.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
ALFONS MUCHA
domingo, 7 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
" Regressamos sempre aos velhos lugares onde amámos a vida. E só então compreendemos que não voltarão jamais todas as coisas que nos foram queridas. O amor é simples, e o tempo devora as coisas simples."
terça-feira, 2 de setembro de 2008
ABRAÇA-ME
domingo, 24 de agosto de 2008
THE LION SLEEPS TONIGHT
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
POLINA SEMIONOVA
domingo, 17 de agosto de 2008
AMANHECI
CANÇÃO DO MAR
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
NOITE DE AGOSTO
terça-feira, 12 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
WOMEN IN ART
WOMEN IN ART
You Tube, criado por Philip Johnson Scott, galardoado como o vídeo mais criativo de 2007.
Os rostos das 90 mulheres, nele registado, foram pintados por pintores célebres:
Leonardo da Vinci, Raphael, Botticelli, Bellini, Tiziano, A. Dürer, Rubens, El Greco, E. Manet, Ingres, Renoir, A. Mucha, Gauguin, Matisse, Klimt, Dali, Modigliani , Picasso ...e muitos outros.
A música de fundo é de J.S. BACH - Sarabande from suite for cello nº1 in G Major, BWV 1007 - executada por Yo-Yo Ma.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
SUSPENSA
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Imagem de Lília Corneli
terça-feira, 5 de agosto de 2008
APETECE-ME
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
O CAMPO DE GIRASSÓIS
O campo de girassóis estendia-se pela planície; ali cresciam girassóis grandes, pequenos e muito pequenos, plantas de todos os tamanhos. Logo de manhã levantavam as cabeças e punham-se a olhar para o Sol; e, durante todo o dia, as cabecinhas pasmadas dos girassóis seguiam o movimento do Sol desde que nascia até que se escondia.Quando deixavam de o ver, as cabeças dos girassóis caíam como se não pudessem com tanta tristeza. Todos os dias era aquele bailado de flores seguindo o Sol.
Um girassol, dos tais muito pequeninos, crescia devagar,escondido, encoberto pelos outros. Esse não olhava o Sol; como era muito pequeno, quando os grandes levantavam a cabeça para ver o Sol, ele não via nada: tudo ficava tapado pelas cabeças grandes dos girassóis grandes; portanto, como ele não via o Sol, não havia razão para virar a cabeça como os outros faziam; ficava a olhar para o chão, a ver as formigas e as ervas rasteiras. Por cima dele era um tecto de flores amarelas por onde não passava um único raio de sol. À noite, quando os outros baixavam a cabeça, o girassol muito pequeno podia então ver o céu. O brilho das estrelas deixava-o encantado e dizia: " Tantos sóis! Tantos sóis!" E ficava toda a noite a seguir as estrelas como os outros seguiam o Sol.
Certa manhã, as nuvens cobriram o céu e os girassóis grandes deixaram de ver o Sol; todos se queixaram e as pesadas cabeças inclinaram-se para o chão, privadas do chamamento dos raio do Sol. Como olhavam para baixo, viram o girassol muito pequeno que nem sabia o que era o Sol e não entendia as queixas dos girassóis grandes.
Mas à noite, as estrelas também não apareceram e o girassol muito pequeno sentiu-se triste. Agora já entendia os queixumes dos girassóis grandes, daqueles que olhavam e seguiam o caminho do Sol. Na manhã seguinte, o céu estava ainda encoberto e os raios do Sol não vinham chamar os girassóis para a dança habitual e as grandes cabeças amarelas, sentiam-se perdidas sem saberem para onde se virar. Então o girassol muito pequeno falou aos grandes daqueles muitos sóis que ele seguia de noite; e os grandes falaram do Sol quente que seguiam de dia.
- Nunca o vi - dizia o girassol muito pequeno. - Nem sei como é! As vossas cabeças tapam o céu e de dia só posso olhar o chão, as ervas e os animais que se movem a nossos pés.
Os grandes girassóis sentiram-se envergonhados; na sua adoração pelo Sol, não deixavam que um irmão mais pequeno conhecesse aquele que comandava os seus movimentos!
- Vamos deixar-te espaço para que vejas o Sol - prometeram eles. - Mas de noite queremos também olhar esses teus sóis pequeninos.
Quando as nuvens se defizeram e as estrelas voltaram a brilhar, todos viram o céu estrelado. Na manhã seguinte, os girassóis grandes afastaram-se um pouco; então o girassol muito pequeno viu o Sol e o movimento da sua cabeça deslumbrada acompanhou-o todo o dia.
- Que dizes tu do nosso Sol? - quiseram saber os girassóis grandes. - Não te parece que é lindo?
- Sim, é lindo - respondeu o girassol muito pequeno, ainda estonteado pela luz do Sol. - Mas os meus sóis pequeninos também são lindos! Vou olhar o Sol de dia e as estrelas de noite.
É por isso que no tal campo de girassóis há um girassol muito pequeno que olha para o céu de dia, para ver o Sol, e de noite, para admirar as estrelas.
Natércia Rocha
Imagem de Andrey Baranchikov
domingo, 3 de agosto de 2008
QUANDO,QUANDO,QUANDO
QUANDO,QUANDO,QUANDO... Cantam Michael Bublé e Nelly Furtado
Música para fim de tarde de Domingo...
sábado, 2 de agosto de 2008
ESTA É A HORA
sexta-feira, 18 de julho de 2008
MAR SONORO
quarta-feira, 16 de julho de 2008
O TEMPO VAI PASSANDO...
terça-feira, 15 de julho de 2008
PARA A MANHÃ
Rosa acordada, que sonhaste?
Miguel Torga
Imagem da net
segunda-feira, 14 de julho de 2008
MANIFESTO PELA PAIXÃO
Semeai os sentimentos por ruas e praças, por bancos de jardins a horas impróprias. Sede capazes de gritar os segredos da vossa paixão. Sede capazes de enfrentar os gestos bem comportados da moral e em cada beijo louco derramar a vossa indiferença por quem vos excomunga.
É preciso ousar. É urgente evitar o contágio do olho avulso que se espreguiça para chegar à intimidade dos outros. Devia ser proibido plantar relva que não servisse para cultivar a paixão, rebolar os corpos ou enfeitiçar as estrelas. É mais belo um beijo ardente no "Jardim Botânico" que um rubi da Rainha da Inglaterra.
Saltai o muro do "Portugal dos Pequenitos" e recuperai a memória da vossa infância, da vossa ingenuidade, dos bibes e balões, dos passeios ao fim da tarde com o espanto todo deste mundo onde há um lamento universal, um choro envergonhado que tem as marcas do desencanto.
Roubai flores em nome dos pecados do coração, onde a vida se condensa; ofereçam-nas. Escrevam também nas paredes onde habitam as vossas estrelas e denunciem que ali começa e acaba o sentido das vossas vidas, talvez, da vossa existência. Os sentimentos não conhecem a vergonha, não há algemas para os impulsos do coração.
Todos somos poetas quando a inquietação é um labirinto a quem nos entregamos para salvar o outro lado que a vida nos consumiu.
Não escondam a energia dos vossos desejos. Soltem-se! Molhem os pés no Mondego fora de horas e depois brinquem às escondidas, representem a própria paixão nesta alegoria, onde os elementos do princípio do mundo se adoçam.
Regressem ao imaginário da vossa adolescência e escrevam em papelinhos mensagens de esperança, recados de amor para um príncipe encantado e metam tudo isso numa garrafa que saiba o caminho para a felicidade. As correntes fortes do encantamento ajudam a descobrir as esquinas do labirinto!
À paixão o que é da paixão.
António Vilhena
excertos de "A eterna paixão de nunca estar contente"
sábado, 12 de julho de 2008
HOJE
quinta-feira, 10 de julho de 2008
SE...
quarta-feira, 9 de julho de 2008
HOME BY MICHAEL BUBLÉ
MICHAEL BUBLÉ, canadiano, é considerado um dos grandes cantores de Jazz dos tempos modernos.



















