segunda-feira, 15 de setembro de 2008

NO HORIZONTE



No horizonte que mora para além
do infinito dos meus olhos
vejo estrelas a brilhar.

Estrelas que preciso acesas
- dia e noite -
para saber onde poisar.

Gaivota sou.
Gaivota com medo
do apagar das estrelas
do escuro do futuro.
Medo
que o mar me fuja
e a maré baixa
não volte a subir.
Medo
de ser gaivota sem horizontes
nem praia onde dormir.

Não! Gaivota sou e quero ser!
Enquanto asas tiver hei-de voar
e ser gaivota num corpo de mulher.

Maripa

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

NA SERENA MADRUGADA




Na serena madrugada
fiz-me ao mar no meu batel
fiz-me âncora, fiz-me rede
fiz-me ao norte sem saber
e acabei me perdendo
nos teus braços
sem querer.

Na serena madrugada
plantei risos de borboleta
nas tranças do meu cabelo
fiz-me ao sul entontecida
e acabei entregando
nos teus braços
minha vida.

A serena madrugada
fez-se noite no meu mar
nos teus braços me perdi
me encontrei no teu olhar.

Maripa

Imagem de Lauri Blank

terça-feira, 9 de setembro de 2008

ALFONS MUCHA






Porque aprecio muito A. MUCHA , o meu pequeno tributo à sua arte.

ALFONS MARIA MUCHA ( Ivancice, Morávia, 24 de Julho de 1860 - Praga, 14 de Julho de 1939)

Ilustrador e designer gráfico, pintor e escultor tcheco, um dos principais nomes do movimento Art Nouveau. Seu talento como desenhista revelou-se desde a infância e o seu primeiro trabalho artístico, A Crucificação, foi feito aos oito anos. Apesar de todo o seu talento Mucha não conseguiu matricular-se na Academia de Belas Artes de Praga e foi tentar a sorte na Áustria. Com 19 anos, obteve o seu primeiro emprego como pintor de cenários na Ópera de Viena. Nas horas vagas, para reforçar o seu orçamento, ele pintava retratos. Sua fama de excelente pintor valeu-lhe um emprego com o conde Khuen Belasi que encomendou uma série de murais para o seu palácio. Durante cinco anos Mucha trabalhou para a família Belasi. Graças ao mecenato obtido de seus empregadores ele conseguiu estudar na Academia de Arte de Munique e posteriormente, concluiu os seus estudos em Paris, nas Academias Julien e Colarossi.

Mucha já era um ilustrador de renome quando a sorte bateu à sua porta. Durante os feriados de Natal e Ano Novo de 1894, ele era o único artista de plantão na tipografia Lemercier quando foi procurado por Sarah Bernhardt. A famosa actriz necessitava de um poster para a divulgação de Gismonda, a sua nova peça teatral. Mucha não hesitou em atender o pedido urgente da divina Sarah e criou o poster.

A obra fascinou todos, com o seu formato verticalizado, os subtis tons pastel e o efeito de auréola sobre a cabeça da personagem. Estes passaram a ser os elementos característicos dos posters de Mucha, adorados pelos parisienses. Sarah Bernhardt ofereceu ao pintor um contrato exclusivo com a gráfica Champenois para produzir materiais comerciais e decorativos. Dessa parceria iriam nascer os famosos cartões postais, cardápios para restaurantes e peças promocionais do Champagne Moet & Chandon. O poster Gismonda inaugurou o " estilo Mucha", tranformando o seu autor no expoente máximo da Art Nouveau parisiense.

Apesar do artista ter sido obrigado a deixar o seu país de origem para desenvolver a sua carreira artística, ele sempre se manteve fiel às suas raízes. Depois de viver anos em Viena, Munique, Paris e nos Estados Unidos, Alfons Mucha regressou à Boémia em 1910. Ele foi dar início a um projecto que iria ocupar o resto da sua vida. A criação de uma obra épica, um monumento comemorativo às lutas e vitórias do povo eslavo.

Enquanto criava as vinte pinturas que viriam a compor o conjunto da Épica Eslava, Mucha sempre encontrava tempo para se dedicar a pequenos trabalhos, tais como desenhar os selos e as cédulas da nova moeda que seriam utilizadas pela recém proclamada República da Tchecoslováquia. Foi nesse período que nasceram das mãos do artista as pinturas que serviram de modelo para a confecção dos vitrais da Catedral de São Vito.

domingo, 7 de setembro de 2008


Todas as casas deviam ter uma varanda para o mar
Para que as manhãs acordassem no velame inquieto da claridade
E as sombras fundeassem frescas pelas paredes opacas do meio dia
E os entardeceres rebentassem em sotaventos de crepúsculo num quarto
Todas as casas deviam ter uma varanda para o mar
Ou uma janela...
Ou um parapeito... Um olhar

Sandra Costa

do livro "Sob a luz do mar"

Imagem da net

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


" Regressamos sempre aos velhos lugares onde amámos a vida. E só então compreendemos que não voltarão jamais todas as coisas que nos foram queridas. O amor é simples, e o tempo devora as coisas simples."
José Eduardo Agualusa
Imagem da net

terça-feira, 2 de setembro de 2008

ABRAÇA-ME


Abraça-me.
Sente o voar do meu-eu-gaivota
cabeça nas nuvens,
coração de penas em voo rasante.

Abraça-me.
Sente o palpitar do sonho-sonhado
de azul inatingível.

É hora da vazante.
Escuta o fado do mar que nos une,
a doçura das palavras
gravadas no sentir.

Abraça um pouco mais
o meu-eu-gaivota rebelde
a respirar o doce engano
de não querer partir...

Maripa

" Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir." Tennessee Williams

domingo, 24 de agosto de 2008

THE LION SLEEPS TONIGHT






"THE LION SLEEPS TONIGHT"

Para os netos mais pequeninos Afonso, Henrique, David e Pilar (agora à minha volta ), com muito amor.

Maripa

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

POLINA, DANÇANDO




POLINA SEMIONOVA dançando e encantando

terça-feira, 19 de agosto de 2008

POLINA SEMIONOVA


POLINA SEMIONOVA nasceu em Moscovo (1984) e fez escola no Ballet de Bolshoi.

Com 18 anos tornou-se primeira bailarina do Berlin Staatsoper Ballet. Dançou,como convidada, no English National Ballet, Bayerishen Staatsballet, Opera National de Paris, Wiener Staatsoper, Bolshoi Ballet e outras famosas companhias de dança.

domingo, 17 de agosto de 2008

AMANHECI


Amanheci perdida.
Amanheci esquecida
de tudo o que julguei saber.
Afinal, nada sei...

Endoidei no entardecer
longo, sombrio,
mãos
em
concha
lágrimas
em
fio.

Anoiteci na dor
pedindo um pingo de luz,
a sombra dum beijo,
um eco de amor.

Maripa

Imagem de Sophie Thouvenin

CANÇÃO DO MAR





Do CD " Lágrimas" DULCE PONTES canta Canção do Mar

Fui bailar no meu batel
além do mar cruel
e o mar bramindo
diz que eu fui roubar
o teu olhar tão lindo.

Vem saber se o mar terá razão
vem cá ver bailar meu coração.

Se eu bailar no meu batel
não vou ao mar cruel
e nem lhe digo aonde eu fui cantar
sorrir, bailar, viver, sonhar contigo.

Música da autoria de Frederico de Brito e Ferrer Trindade

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

NOITE DE AGOSTO

Noite de Agosto, sem estrelas, sem luar,
sem calor... sem mar.

Sobrevivo no sonho.

Serei deusa-flor navegante
na corola das ondas,
deusa-lume derramando
perfume a maresia,
deusa-nua assombrada de mim
na entrega ao mar e à lua.

Nos seus braços me consumirei de espanto.
Ao nosso amor comporei um canto
em noite de Agosto.

Maripa

Imagem de Max Szoc Leuven

terça-feira, 12 de agosto de 2008

SE HOUVER


Se houver um tempo de retorno,
eu volto.
Subirei, empurrando a alma
com meu sangue
por labirintos e paradoxos
- até inundar novamente o coração.

(Terei, quem sabe, o mesmo ardor
de antigamente.)

Lya Luft

Imagem de Victor


domingo, 10 de agosto de 2008

WOMEN IN ART

WOMEN IN ART

You Tube, criado por Philip Johnson Scott, galardoado como o vídeo mais criativo de 2007.

Os rostos das 90 mulheres, nele registado, foram pintados por pintores célebres:

Leonardo da Vinci, Raphael, Botticelli, Bellini, Tiziano, A. Dürer, Rubens, El Greco, E. Manet, Ingres, Renoir, A. Mucha, Gauguin, Matisse, Klimt, Dali, Modigliani , Picasso ...e muitos outros.

A música de fundo é de J.S. BACH - Sarabande from suite for cello nº1 in G Major, BWV 1007 - executada por Yo-Yo Ma.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

SUSPENSA



Olho a curva da baía, a praia branca
orla rendilhada, espuma
mar prateado
gaivota ondeando, pluma.

Imersa em pensamentos
quero-me ave suspensa no tecto do tempo
asa no voo da brisa
neblina na margem do pranto.

Suspensa
quero sentir-me nuvem no azul
do mar ser o imenso manto.

Maripa

Imagem de Vladimir Studenetsky

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

VELA PELO TIBETE



VELA PELO TIBETE

Imagem de Kiro Penov

quarta-feira, 6 de agosto de 2008




mãe, eu sei que ainda guardas mil estrelas no colo.
eu, tantas vezes, ainda acredito que mil estrelas são
todas as estrelas que existem.



José Luís Peixoto

Imagem de Lília Corneli

terça-feira, 5 de agosto de 2008

APETECE-ME






Apetece-me ...
Ouvir uma toccata de Bach
em fuga, sentir-me transparente.

Apetecem-me...
Véus esvoaçantes
nos cabelos rosas de toucar.

Apetece-me...
Pintar uma floresta de estrelas.
De luas maduras, um lago.
Escrever um poema de amor
na Estrada de Santiago.

Ouvir Bach
sentir-me transparente
apetece-me...

Maripa
Vanessa Mae plays toccata & fugue by J.S. BACH

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O CAMPO DE GIRASSÓIS




Uma história para os mais pequeninos


O campo de girassóis estendia-se pela planície; ali cresciam girassóis grandes, pequenos e muito pequenos, plantas de todos os tamanhos. Logo de manhã levantavam as cabeças e punham-se a olhar para o Sol; e, durante todo o dia, as cabecinhas pasmadas dos girassóis seguiam o movimento do Sol desde que nascia até que se escondia.Quando deixavam de o ver, as cabeças dos girassóis caíam como se não pudessem com tanta tristeza. Todos os dias era aquele bailado de flores seguindo o Sol.


Um girassol, dos tais muito pequeninos, crescia devagar,escondido, encoberto pelos outros. Esse não olhava o Sol; como era muito pequeno, quando os grandes levantavam a cabeça para ver o Sol, ele não via nada: tudo ficava tapado pelas cabeças grandes dos girassóis grandes; portanto, como ele não via o Sol, não havia razão para virar a cabeça como os outros faziam; ficava a olhar para o chão, a ver as formigas e as ervas rasteiras. Por cima dele era um tecto de flores amarelas por onde não passava um único raio de sol. À noite, quando os outros baixavam a cabeça, o girassol muito pequeno podia então ver o céu. O brilho das estrelas deixava-o encantado e dizia: " Tantos sóis! Tantos sóis!" E ficava toda a noite a seguir as estrelas como os outros seguiam o Sol.


Certa manhã, as nuvens cobriram o céu e os girassóis grandes deixaram de ver o Sol; todos se queixaram e as pesadas cabeças inclinaram-se para o chão, privadas do chamamento dos raio do Sol. Como olhavam para baixo, viram o girassol muito pequeno que nem sabia o que era o Sol e não entendia as queixas dos girassóis grandes.


Mas à noite, as estrelas também não apareceram e o girassol muito pequeno sentiu-se triste. Agora já entendia os queixumes dos girassóis grandes, daqueles que olhavam e seguiam o caminho do Sol. Na manhã seguinte, o céu estava ainda encoberto e os raios do Sol não vinham chamar os girassóis para a dança habitual e as grandes cabeças amarelas, sentiam-se perdidas sem saberem para onde se virar. Então o girassol muito pequeno falou aos grandes daqueles muitos sóis que ele seguia de noite; e os grandes falaram do Sol quente que seguiam de dia.


- Nunca o vi - dizia o girassol muito pequeno. - Nem sei como é! As vossas cabeças tapam o céu e de dia só posso olhar o chão, as ervas e os animais que se movem a nossos pés.


Os grandes girassóis sentiram-se envergonhados; na sua adoração pelo Sol, não deixavam que um irmão mais pequeno conhecesse aquele que comandava os seus movimentos!


- Vamos deixar-te espaço para que vejas o Sol - prometeram eles. - Mas de noite queremos também olhar esses teus sóis pequeninos.


Quando as nuvens se defizeram e as estrelas voltaram a brilhar, todos viram o céu estrelado. Na manhã seguinte, os girassóis grandes afastaram-se um pouco; então o girassol muito pequeno viu o Sol e o movimento da sua cabeça deslumbrada acompanhou-o todo o dia.


- Que dizes tu do nosso Sol? - quiseram saber os girassóis grandes. - Não te parece que é lindo?


- Sim, é lindo - respondeu o girassol muito pequeno, ainda estonteado pela luz do Sol. - Mas os meus sóis pequeninos também são lindos! Vou olhar o Sol de dia e as estrelas de noite.


É por isso que no tal campo de girassóis há um girassol muito pequeno que olha para o céu de dia, para ver o Sol, e de noite, para admirar as estrelas.

Natércia Rocha

Castelos de areia

Imagem de Andrey Baranchikov

domingo, 3 de agosto de 2008

QUANDO,QUANDO,QUANDO






QUANDO,QUANDO,QUANDO... Cantam Michael Bublé e Nelly Furtado


Música para fim de tarde de Domingo...

sábado, 2 de agosto de 2008

ESTA É A HORA



Esta é a hora que mais amo. O cair da tarde.
É de tarde que me evado sem pressa de voltar.

A chave do tempo abre o caminho
que me conduz a ti, ninfa do mar,
musa eterna de cabelos ondeados,
águas marinhas morando no olhar.

E a evasão aquietada da tarde que se escoa
é sempre um pôr do sol em mim a desaguar.

Maripa

Imagem de Alexei Bragin

sexta-feira, 18 de julho de 2008

MAR SONORO

Mar sonoro

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
e tão fundo intimamente a tua voz
segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
seres um milagre criado só para mim.

Sophia de Mello Breyner

Imagem de Fernando Dinis

Vou fazer uma breve pausa no blogue...Deixo um beijo carinhoso a quem me visita e de quem vou sentir saudades.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O TEMPO VAI PASSANDO...

O tempo vai passando pela "menina" de olhos deslumbrados pelo mar.

Hoje, as ondas da memória,
ofereceram-lhe a proa de um barco
e deixaram que ela navegasse por outras águas,
distantes no espaço e no tempo:
Como num filme,imagens inesquecíveis
foram correndo,
fazendo-lhe relembrar paisagens
que pela beleza e serenidade
ficaram, para sempre, gravadas
dentro de si.

Hoje como ontem, digo.
Sorte minha. Eu estive lá.

terça-feira, 15 de julho de 2008

PARA A MANHÃ



Rosa acordada, que sonhaste?
Nas pálpebras molhadas vê-se ainda
que choraste...
Foi algum pesadelo?
Algum presságio triste?
Ou disse-te algum deus que não existe
eternidade?
Acordaste e és bela:
Vive!
O sol enxugará esse teu pranto
passado.
Nega o presságio com perfume e encanto!
Faz o dia perfeito e acabado!

Miguel Torga

Imagem da net

segunda-feira, 14 de julho de 2008

MANIFESTO PELA PAIXÃO


Anda o Mundo triste, falta-lhe o brilho das horas completas. Andam caladas as vozes do coração, os rios já não transbordam, há um mau feitio que não nos deixa ser felizes.
..................................................................................

Semeai os sentimentos por ruas e praças, por bancos de jardins a horas impróprias. Sede capazes de gritar os segredos da vossa paixão. Sede capazes de enfrentar os gestos bem comportados da moral e em cada beijo louco derramar a vossa indiferença por quem vos excomunga.

É preciso ousar. É urgente evitar o contágio do olho avulso que se espreguiça para chegar à intimidade dos outros. Devia ser proibido plantar relva que não servisse para cultivar a paixão, rebolar os corpos ou enfeitiçar as estrelas. É mais belo um beijo ardente no "Jardim Botânico" que um rubi da Rainha da Inglaterra.

Saltai o muro do "Portugal dos Pequenitos" e recuperai a memória da vossa infância, da vossa ingenuidade, dos bibes e balões, dos passeios ao fim da tarde com o espanto todo deste mundo onde há um lamento universal, um choro envergonhado que tem as marcas do desencanto.

Roubai flores em nome dos pecados do coração, onde a vida se condensa; ofereçam-nas. Escrevam também nas paredes onde habitam as vossas estrelas e denunciem que ali começa e acaba o sentido das vossas vidas, talvez, da vossa existência. Os sentimentos não conhecem a vergonha, não há algemas para os impulsos do coração.

Todos somos poetas quando a inquietação é um labirinto a quem nos entregamos para salvar o outro lado que a vida nos consumiu.

Não escondam a energia dos vossos desejos. Soltem-se! Molhem os pés no Mondego fora de horas e depois brinquem às escondidas, representem a própria paixão nesta alegoria, onde os elementos do princípio do mundo se adoçam.

Regressem ao imaginário da vossa adolescência e escrevam em papelinhos mensagens de esperança, recados de amor para um príncipe encantado e metam tudo isso numa garrafa que saiba o caminho para a felicidade. As correntes fortes do encantamento ajudam a descobrir as esquinas do labirinto!

À paixão o que é da paixão.

António Vilhena

excertos de "A eterna paixão de nunca estar contente"

sábado, 12 de julho de 2008

HOJE

Hoje
não quero ser um retrato a sépia!

Quero vestir o sol em mim
e vestir uma estrela, também.
Quero fitas de cetim nos cabelos,
e pintar os lábios de carmim.

Quero vestir um sorriso feiticeiro
com feitio de rosa,
quero sentir-me vaidosa.

Quero passear descalça, lesta,
cantar ao som das marés cheias,
sentindo pulsar com força
o sangue nas veias.

Hoje
quero sentir-me viva
e esquecer o que não presta!

Maripa
Imagem de C. KING


quinta-feira, 10 de julho de 2008

SE...


O lado negro das minhas noites longas
O redemoinho que me rasga e entontece
O desassossego de lamentar as incertezas
O medo das sombras sempre que anoitece...

Tudo se desvanece
Se me vejo a navegar no teu olhar
Se prendo a minha âncora no teu peito
Se faço um nó de marinheiro ao nosso amor
Se sinto que a minha praia é o nosso leito...

Tudo se desvanece.

Maripa

Imagem de Michal Giedrojc

quarta-feira, 9 de julho de 2008

HOME BY MICHAEL BUBLÉ

MICHAEL BUBLÉ, canadiano, é considerado um dos grandes cantores de Jazz dos tempos modernos.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

HEI-DE AMAR O MAR

Hei-de amar o mar, sempre....

Não importa as marcas do tempo
terem amarelado a minha pele cor de marfim!

Hei-de remar contra as marés
que fizeram amargos anoiteceres.
Hei-de acalmar incertezas
e maravilhar desejos...

Hei-de derramar água de rosas em mim.
Hei-de perfumar manhãs com maresia.

Hei-de tomar a tua mão
e,ao longo da marginal,
passear em tardes de calmaria.

Hei-de amar o mar,sempre...
Incondicional.

Maripa
Imagem da net

quarta-feira, 2 de julho de 2008

EMMA SHAPPLIN




EMMA SHAPPLIN Canta Cuerpo Sin Alma