segunda-feira, 2 de junho de 2008

...MEU MAR...

Foto de Alexandr Zakoldaev

Desci ao fundo do meu mar.


Vi chagas no peito que nunca fecharam
e vazios nunca preenchidos.
Vi projectos de vida
mergulhados na escuridão.

Vi momentos em que meio perdida
nunca encontrei o caminho.
Vi anseios fervilhando no peito
- em dia de gaivotas no mar alto -
que nunca chegaram à praia.

Subindo à crista das ondas...
Vi pessoas que mesmo longe
nunca me abandonaram.

E os meus gritos mudos
- em dia de gaivotas em terra -
foram ouvidos para além do mar!



Maripa

7 comentários:

  1. E como são fortes e eficazes estes gritos mudos!! Um beijo com carinho e o convite para conheceres o desenlace da história de A.

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  2. e a tempestade amaina até ao próximo temporal
    o vento parece soprar com menos força
    encho o peito de ar e vejo as gaivotas regressar ao mar

    gostei muito
    um abraço
    luísa

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  3. Um beijo lindo à minha querida mãe

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  4. (...)Vi momentos em que meio perdida
    nunca encontrei o caminho.
    Vi anseios fervilhando no peito
    - em dia de gaivotas no mar alto -
    que nunca chegaram à praia.


    Lindo, lindo o teu poema...
    Tu e o Mar
    Eu e o Mar

    (Ainda estou em silêncio...não sei porquê os comentários não ficam mais l´, sorte irem para o mail também...) Jinhos mil

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  5. Querida e doce Maripa, obrigadaaaaaaaaaa pelo seu enorme abraço e beijinhos carinhosos que me deixou no meu cantinho... Gostei muito.
    Abraço apertadinho e muitos beijinhos carinhosos.

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  6. Lindo - ver pessoas que mesmo longe nunca abandonam. A distância, às vezes, aumenta os laços.

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"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” disse Antoine de Saint-Exupéry.

Grata pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dar-me um pouco do seu tempo, deixando um pouco de si através da sua mensagem.