segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

SETE LUAS






Há noites que são feitas dos meus braços
e um silêncio comum às violetas
e há sete luas que são sete traços
de sete noites que nunca foram feitas.
Há noites que levamos à cintura
como um cinto de grandes borboletas.
E um risco a sangue na nossa carne escura
duma espada à bainha de um cometa.
Há noites que nos deixam para trás
enrolados no nosso desencanto
e cisnes brancos que só são iguais
à mais longínqua onda de seu canto.
Há noites que nos levam para onde
o fantasma de nós fica mais perto:
e é sempre a nossa voz que nos responde
e só o nosso nome estava certo.


Natália Correia

Imagem: Daniel Merriam

7 comentários:

  1. Que poesia mais linda!
    Flui com tanta leveza que encanta!

    Um beijo com meu carinho

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  2. É lindo! "Um silêncio comum às violetas"? Não tinha lido nada igual.

    beijos minha amiga e espero poder fazer as noites. Se não sete, pelo menos algumas.

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  3. Olá Maripa

    Soberba escolha! Obrigada pela partilha.

    Há noites e noites...uma verdade!

    Bjs.

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  4. Ah... estas luas todas e estes luares, que poesia linda! Um beijo!

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  5. Ah... estas luas todas e estes luares, que poesia linda! Um beijo!

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  6. Ah... estas luas todas e estes luares, que poesia linda! Um beijo!

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"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” disse Antoine de Saint-Exupéry.

Grata pela sua visita e pelo carinho que demonstrou, ao dar-me um pouco do seu tempo, deixando um pouco de si através da sua mensagem.