quinta-feira, 14 de maio de 2020

MARIZA - Gente Da Minha Terra


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Gente da Minha Terra

É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve um gemido
Numa guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que a recebi

E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura


Menos triste o meu cantar

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que a recebi


Arranjos de Tiago Machado
Letra de Amália Rodrigues 




Imagem: Pinterest 


Flores para ti, Mariza

quarta-feira, 13 de maio de 2020

OS SONS DO PIANO


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Os sons do piano 

Porque os sons do piano
me aquecem a alma friorenta
deixo-me agasalhar em noites de mar aceso.

Nuvens de notas ritmadas
preenchem-me vazios
num crescendo de flores
e indolentes notas soltas...

Nestes acordes de fogo preso,
deixo a música incendiar o mar.
E os sons do piano, no sopro morno da noite,
alagam de marés as minhas horas
feitas de minutos, de segundos
                                                   ... e demoras.


Maripa
[já publicado  muito antes da era Covid] 






sexta-feira, 8 de maio de 2020

SERENATA SIMBÓLICA - COIMBRA 2020


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A organização da Queima das Fitas de Coimbra  realiza uma serenata sem público, mas com transmissão, nesta noite de quinta-feira, depois de esta festa dos estudantes ter sido adiada para outubro devido à covid-19.



"Realizar-se-á na data em que estava prevista acontecer, mas de uma forma simbólica, no Paço das Escolas [da Universidade de Coimbra], à porta fechada, mas com transmissão para os colegas poderem ver em casa", disse  o secretário-geral da Queima das Fitas."





 
Uma serenata da Queima, sem Covid, estaria assim...




terça-feira, 5 de maio de 2020

HAUSER - Swan Lake


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HAUSER e O LAGO DOS CISNES








segunda-feira, 4 de maio de 2020

NÃO IMPORTA





Não importa
O tempo sem tempo da espera.
O tempo de derramar
flores para ondear
nas águas.
Não importa.
Pétalas hão de cair dos mastros
da caravela onde hei de dormir
um sono-sonho despido de mágoas.

Importa sim,
que mar adentro,
dentro dos teus olhos,
afogue os meus num sonho branco.
Sono-sonho, isento de pecado,
mar de devaneios inocentes
onde mergulhe
e floresça em espuma.
Sono-sonho,
praia bordada de amores perfeitos
onde a maresia nos perfuma.

Não importa.
Dentro dos teus olhos
  navegarei mar adentro...

Maripa

          [escrito e publicado faz tempo...] 



[imagens: pinterest]


sexta-feira, 1 de maio de 2020

MARCIN PATRZALEC


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Marcin Patrzałek [nasceu na Polónia a 6 de outubro de 2000] começou a tocar violão aos 10 anos  sob a orientação do professor local Jerzy Pikor.  
Após dois anos, principia a estudar técnicas de flamenco , sendo ensinado pelo guitarrista espanhol Carlos Pinana
Mais tarde, aos 13 anos, Patrzalek começa a tocar dedilhado num violão.   
Em 2015 ganha a nona edição do show de talentos polacos. 
Naquela época, começa a criar música eletrónica no computador e a combiná-la com a guitarra.

Em 2016, Marcin Patrzałek lança o seu primeiro álbum, HUSH. 
No mesmo ano,Marcin torna-se finalista no Concurso Internacional de Dedos de Guitarra e no ano seguinte ganha o primeiro prémio no Concurso Internacional de Guitarra Clássica Joaquin Rodrigo.
Em 2018, Marcin Patrzałek  é novamente  vencedor de um grande show de talentos pela segunda vez.
Ganha a quinta edição do Tu Si Que Vales em Itália. 

Durante a sua audição, Marcin Patrzałek tocou o arranjo da 5ª Sinfonia 
de Beethoven.




Flores para ti, Marcin



Imagens: Google


quarta-feira, 29 de abril de 2020

SE ESSA RUA FOSSE MINHA

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TRIO AMADEUS


Se Essa Rua Fosse Minha
Cantiga Popular brasileira

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Para o meu
Para o meu amor passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
É porque
É porque te quero bem


Composição: Mario Lago / Roberto Martins



É URGENTE

Imagem:  Jessica Jenney



É urgente que as glicínias floresçam
e pintem de cor o mundo vestido de negro...
Como podem florir na noite velada que as cobre?       

Silenciosamente inclinadas
escutam uma suave prece:
não se demorem
porque o tempo é escasso.

Precisamos de luz, de cor e de alegria.
Precisamos de flores em todos os jardins
e do perfume da paz em todos os instantes   
do dia que amanhece.                                               

Maripa




segunda-feira, 27 de abril de 2020

HAUSER: 'Alone, Together' - from Arena Pula


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Obrigado HAUSER pelo seu talento e pelo seu grande coração.

Ouvi, em direto, às 18 horas.  


Emociono-me sempre quando o ouço.


Maravilhoso.


Bem Haja.


Amei.




Flowers for you

domingo, 26 de abril de 2020

DOS DIAS, DAS SEMANAS



Fábio Cembranelli

Dos dias, das semanas

Dos dias, das semanas  em quase clausura
fica-me a lembrança do sentimento inquieto
e a partilha de um medo suspeito e secreto.

À noite quando espreitava o céu
não via estrelas nem a espuma da lua,
só o silêncio morava nas esquinas da rua.

Desfeitos os anos
e já noutra memória, poderei pressentir
da outra magem, do alto da varanda do céu,
o reacender dos tempos que arderam sem luz  
e o despertar de um mundo com novo devir.  


Maripa



:Pinterest

quinta-feira, 23 de abril de 2020

HAUSER - Adagio for Strings (Barber)


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O virtuoso Hauser interpretando o Adagio for Strings de Samuel Barber.
A minha gratidão por me proporcionar momentos de grande plenitude e beleza. 


27.april          18 hours

HAUSER will give a special performance in his hometown in the iconic Arena Pula, Croatia.
He would like to dedicate this performance to amazing efforts of all the frontline workers around the world and pay tribute to all that is good in humanity.





MARIZA _ CHUVA




 
Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder

Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai, meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Composição de Jorge Fernando



segunda-feira, 20 de abril de 2020

Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra (TMUC) - Coimbra dos Amores


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...e assim se vão passando os dias das quarentenas,
relembrando outros tempos...






O Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra foi fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho , com o apoio de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, os primeiros Reis de Portugal e  que nele se encontram sepultados. A qualidade das intervenções artísticas no mosteiro, particularmente na época manuelina, fazem deste um dos principais monumentos históricos e artísticos do País.

sábado, 18 de abril de 2020

MADRUGADA


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Madrugada


Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida do medo
Da raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio.

Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
De braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo

Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acordem luzes arraias
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais

Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia

Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes, arraiais
Cantam despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais

Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais




Letra e música: José Luís Tinoco





Coimbra, a minha cidade.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

DAVID GARRETT



VIVA LA VIDA

e David Garrett, o meu violinista preferido.





segunda-feira, 13 de abril de 2020

HAUSER - Mia & Sebastian’s Theme - La La Land





Stjepan Hauser no tema de Mia e Sebastien do filme "La La Land" .


Amo esta música! A melodia,  a paixão e o amor com que Hauser toca o seu "cello"!!

 Sou uma admiradora incondicional deste maravilhoso músico croata. 





Imagem: Google

domingo, 12 de abril de 2020

ANDREA BOCELLI:



Ouvi emocionada, hoje Domingo de Páscoa, às 18 horas,  Andrea Bocelli a cantar, ao vivo, da Catedral de Milão para o Mundo ferido. 

MUSIC FOR HOPE


quinta-feira, 9 de abril de 2020

PRECE





 Que diante da doença e das sombras que se espalham sobre o nosso planeta TERRA, as pessoas, quaisquer que sejam as  suas crenças religiosas, se unam numa só prece, pela SAÚDE, pela PAZ e pela salvação da HUMANIDADE, neste momento difícil que atravessamos.

Prece da Serenidade

Concedei-nos Senhor, a SERENIDADE necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, CORAGEM para modificar aquelas que podemos e SABEDORIA para distinguirmos umas das outras. 
                                                     Que assim seja.

Que assim possa ser e que todos sejamos conscientes e sensatos para cumprir com  responsabilidade tudo o que for determinado para o nosso bem e o bem dos outros.

Devemos estar gratos aos profissionais de saúde e a todos aqueles que têm feito o melhor que podem e sabem nesta luta desigual que é de todos nós.

Agradecida por me lerem ... e, se for o caso, por pedirem comigo as melhoras deste nosso Mundo doente.


Um abraço com todo o carinho da


Maripa




Imagens: Google


quarta-feira, 8 de abril de 2020

O NÓ DA TRISTEZA





O nó da tristeza

de ter esperado tanto
eu risquei, eu rasguei, eu matei luas
nos abismos perversos
dos espelhos

e dancei na poalha
dos cinzéis
até as mãos chorarem sujas
por entre as fendas
dos muros

 rasguei-me
na terra e nas árvores
para que da dor que sobrasse
se multiplicassem estátuas de chumbo
de lábios abertos e olhos
gigantes

por onde a escuridão morresse
e deixasse ao uivo dos lobos
a tarefa difícil de murmurar a luz
no coração da terra fria
por entre a água e a pedra
no peito dos pinheiros
por onde rebentavam as manhãs
amenas

suaves, como eram
as tuas mãos no meu rosto
ou a tua voz de abrigo
quando tropeçava naquela linha
onde se esconde o nó
da tristeza

                                                                                 
                                                                   Gil T. Sousa