No silêncio do peito
No silêncio do peito
guardo um cofre de palavras
a quem dou asas para voar.
Nas mãos enrugadas
enovelo o fio
que entrelaça o tempo.
Nos olhos cansados
arrecado poeiras fugídias
de estrelas cadentes.
E porque não é tempo de noites longas
encosto um búzio ao meu ouvido,
escuto o mar
e espero o dia
amanhecer.
Maripa
Thalassa - Stamatis Spanoudakis
IMAGEM: PINTEREST



















